segunda-feira, 19 de maio de 2014

Livros para se preparar para a maternidade

Todos sabem, ler é uma ótima maneira dos papais também se prepararem para a paternidade.

Também considero leitura obrigatória a obra das inglesas Tracy Hogg e Melinda Blau, "Os Segredos da Encantadora de bebês". Aliás, gosto tanto que estou sempre consultando e por isso vocês verão muitas dicas da autora deste livro sendo repassada neste blog contextualizadas, é claro, a partir da minha experiência pessoal. Abaixo, veja a capa da trilogia. O de capa cor de rosa é para bebês recém nascidos até três meses. Já o da esquerda dá uma pincelada sobre os três primeiros meses e segue até por volta dos três anos. O do meio é o último da trilogia e enfoca com mais profundidade a idade de 1 a 3 anos, com o bônus de algumas dicas extras.

 Outro livro de cabeceira é o do De Lamare. É antigo, porém não menos útil em suas considerações.

E o que estou lendo agora também é ótimo, é o livro da americana Pamela Drukerman em sua jornada como recém chegada a França e como mãe de primeira viagem. A sensibilidade e pesquisa dela combinam muito bem com as teorias apresentadas no primeiro livro que mencionei, "Os Segredos da Encantadora de Bebês". Bem, ela revela os segredos parisienses na criação dos filhos. Parece que por lá as crianças são rotineiramente bem comportadinhas, mas não entenda isso como robóticas não. Elas simplesmente não fazem um drama ou uma novela a cada não que recebem, nem comem jogando metade da comida no chão do restaurante, nem se jogam no chão do supermercado. Vale a pena ler.

Bem, com pelo menos estas obras em casa você pode ter certeza de que SIM VOCÊ VAI DAR CONTA DO RECADO. Digo isso em caixa alta, ou melhor, em alto e bom som, porque esta é uma dúvida recorrente em grávidas de primeira viagem e, por vezes, até mesmo o excesso de leitura acaba contribuindo para o nó na cabeça e o aumento da insegurança.. você pensa: "nossa mas é tannnnnnta coisa que eu terei que fazer!!!! Será que eu vou dar conta de criar bem um ser humano". Então relaxe, porque é tudo a seu tempo. E se puder comece a leitura da Encantadora de Bebês enquanto ainda estiver grávida, porque teoricamente, terá mais tempo agora do que depois que o bebê nascer. Então, após o nascimento você pode ir consultando direto os capítulos, conforme suas dúvidas.
Como minha mãe não mora na mesma cidade, aquelas dúvidas bobinhas que a mãe da gente poderia responder sem titubear o livro responde bem, e responde até de madrugada, naquele momento em que parece que só você está acordada e é geralmente nessa hora imprópria que você mais precisa de um conselho.

Mamães afoitas e tranquilas, preparem-se e disfrutem.

Um copo cheio de amores vazios

O amor vem até nós de diversas formas, mas nem sempre o sentimos da forma como ele chega. As vezes parece que nada acontece em nossa vida, que ficamos congelados no tempo, só a nossa idade avança, só o nosso relógio biológico caminha e parece mesmo que só a vida dos outros caminha.
Aqueles amores de verão, avassaladores, que tiram o fôlego, são carregados de momentos oportunos cheios de declarações  e de momentos inusitos que terminam, claro, da forma mais poética possível. A vida dos outros, como nos filmes, sempre chega até a nossa imaginação como um conto de fadas realizado, pronto e acabado. É como se a pessoa tivesse o privilégio de viver aquilo que a gente passa a vida sonhando.
Nos sentimos como formiguinhas construindo um castelo que ao por do sol vai se destruir com a chuva. No dia seguinte começamos tudo de novo, acreditando que desta vez vai dar certo, que agora é a hora do nosso reinado, finalmente.
Passamos nossa vida amorosa assim. Tudo começa com o primeiro romance. O primeiro amor parece ser único, você sente na pele a atração e o entusiasmo de cada encontro. Cada encontro é como se fosse o primeiro e o último. Cada lágrima que rola leva um pedaço de nós mesmos. É uma paixão ingênua que se perde no tempo, como a própria ingenuidade.
Depois vamos ficando mais egocêntricas, mais cheias de si, mais seguras do que não queremos no próximo relacionamento. Não queremos promessas tolas, queremos príncipes encantados.
O cavalo branco não chega com o segundo príncipe. Ele tem tantos atrativos e traz um relacionamento mais maduro que o primeiro. Mas será ele o príncipe encantado?
Buscamos mais, queremos tudo o que o conto de fadas prometeu. O cavalo branco, a armadura, o olhar apaixonado, as declarações em público e em privado, os encontros e o casamento e lua de mel de realeza. Depois, filhos fortes, saudáveis e lindos. Não cumprir este protocolo é uma ameaça a tudo o que fomos ensinadas a acreditar.
Mas os amores vão passando. Os príncipes vão virando sapos, as carruagens vão virando abóboras e vamos criando um jardim – entre sapos e abóboras-  de amores vazios.  Vai ficando mais difícil confiar, mais difícil se entregar, mais difícil conviver e compartilhar. O que começou com uma soma e virou multiplicação, vira divisão e subtração.
Mas quando é que o príncipe vai chegar? O relógio vai gritando tic tac, o seu tempo está acabando para cumprir o protocolo. Talvez tenha que pular etapas, talvez tenha que avançar sinais. Mas e o romantismo? Não vai se perder pelo caminho?
A busca pela perfeição vai ficando mais permissiva, vamos aceitando alguns defeitinhos básicos, entendendo que os príncipes devem ser assim mesmo, afinal nós princesas também também colecionamos uns defeitinhos, nada grave aos nossos olhos. Vamos esperando por príncipes menos príncipes.
Vamos pesando cada relacionamento como se eles fossem vazios, fossem perdas de tempo. mas se olharmos para trás vamos ver o quanto aprendemos. A importância da ingenuidade do primeiro olhar, da conquista do primeiro beijo, da confiança da primeira entrega, da maturidade do primeiro término, a culpa da primeira traição, o peso da indiferença na primeira rejeição, a imaturidade da primeira explosão emocional, o medo de perder o que parece certo, a coragem de trocar o certo pelo duvidoso. Nossas escolhas vão nos moldando, nos ensinando, nos tombando e levantando, vão enchendo o nosso copo e nos dando um porre de realidade.
Será que o que estou vendo é o que parece que é? Duvidamos de nós mesmos, então como não duvidar dos outros? Nós mesmos nos enganamos de propósito ou sem propósito tantas vezes. Vamos nós mesmos criando também barreiras na fabricação protocolar de nossa felicidade. Horas tentamos burocratizar o que sentimos, prometendo para nós mesmos que desta vez não vamos pular etapas. Será um jantar apenas, sem cama depois. Uma coisa de cada vez. O medo de se entregar antes que o outro se entregue é o rege toda a burocracia. Será que não nos entregamos porque não estamos prontas ou porque ele não é o certo para nós?

Mudamos o script várias vezes, , cada vez com um protagonista diferente.  Mudamos a ordem burocrática dos encontros, sexo antes ou só depois do casamento, antes ou só depois do terceiro encontro. Mudamos de roupa, penteado, de guarda-roupa, de casa, de país e as mesmas perguntas nos acompanham sempre, são perguntas cíclicas para uma vida com episódios cíclicos. Será que estamos prontas para ouvir nossas verdades? E o que há de novo no recorrente de nossas vidas? Nós mesmos.  Se não mudarmos tudo se repete. É como uma vez escutei, “para me tornar quem eu quero preciso abdicar de quem eu sou”. Um brinde a isso e aos copos vazios após a ressaca de experimentar amores cheios.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O fatídico desmame

O desmame já foi objeto de estudo em 1950, com a teoria "do desastre primeiro" explicando o trauma e a primeira grande frustação da criança, parar de mamar no peito. Para muitas mães também não é fácil admitir que o leite acabou ou que a criança cresceu, ou que terá que voltar a trabalhar e que por isso, mesmo tendo leite e estocando boa parte no freezer, terá que praticar o desmamamento.
O interrompimento deste ato supremo de amor, "dar de mamá", não significa um amor menor, de jeito nenhum! Nem pense nisso! Mas se não bastasse esses conflitos internos, ainda vem dúvidas ainda mais persistentes, por exemplo, como fazer o desmame de forma mais gradual ou menos sofrível? Qual o tempo certo para o bebê?
Pode-se ir diminuindo gradativamente, dar uma mamadeira ou copinho após o almoço e manter as mamadas da manhã e da noite, na hora de dormir, por enquanto. Aliás prepare-se, você também psicologicamente para o desmame, porque este não deve ser feito do dia para a noite. De acordo com o livro "Mil dicas para entende seus filhos de 0 a 7 anos", de Harry Ifergan e Ricca Etienne, se feito abruptamente pode causar na criança choro ininterrupto, distúrbios do sono, recusa da mamadeira e até depressão, nos casos mais extremos.
Mas quando desmamar?
De acordo com Tracy Hoggs no livro "Encantadora de Bebês", leitura que eu recomendo a todos, mamães e papais, bem o bebê está pronto para desmamar se:
1 - estiver com 5 ou 6 meses de idade (acho particularmente que quanto peito você puder dar melhor, mas se TIVER que desmamar o ideal é pelo menos 6 meses quando o risco de alergias começa a diminuir. De acordo com o livro, estima-se que entre 5% e 8% das crianças menores de 3 anos tenham alergias alimentares legítimas. Os prováveis culpados são frutas cítricas, claras de ovos, leite de vaca, trigo, castanhas como nozes e castanha do pará, marisco, peixes. Não quer dizer que você não deva introduzir esses alimentos, mas quando introduzir dê primeira vez em pequena quantidade e espere 15 minutos antes de dar todo o alimento. Assim descobrirá se seu filho tem ou não alergia e não vai precisar correr para o hospital como eu, que tive que correr com meu filho a primeira vez que comeu banana prata, teve choque anafilático por conta de 5 colheradas pequenas. Pois é! Banana, quem dirira! Bem, mas alergia é um outro tópico. Voltando à amamentação...);
2 -  Ele/ela parece faminto (a) durante o dia ou acorda no meio da noite para mamar (seu leite pode não estar mais sendo suficiente, mesmo ele já almoçando e jantando)
3 - Ele demonstra interesse pelo alimento que você está consumindo (ele observa você atentamente e com a boca aberta estica a mão para pedir para provar. Em um capítulo a parte neste blog falarei sobre a maneira gradual de apresentar os alimentos ao seu filho.)

Retirei ainda do site Bebê Abril os seguintes parágrafos:

Que tipo de leite devo dar no lugar do leite materno?
O leite materno pode continuar sendo oferecido no copinho ou na mamadeira. As alternativas são as fórmulas especiais em pó, que hoje em dia são semelhantes ao leite materno, enriquecidas com vitaminas e de fácil digestão para o organismo infantil. O pediatra pode indicar qual a melhor marca. Um bebê com menos de 1 ano jamais pode ser alimentado com o leite de vaca, mais difícil de digerir e com grande risco de causar alergias.

Estou desmamando e meu filho está muito irritado. Por que isso acontece?
O bebê pode ficar irritado durante o desmame, pois sai de uma situação conhecida e confortável (o peito da mãe) para outras que não conhece e que são um desafio: a mamadeira, o copinho, as papinhas. Até descobrir que essa troca é prazerosa, ele pode chorar, ficar manhoso e requisitar mais a mãe. Afinal, o desmame nada mais é do que um desligamento. 

Bem é isso! Podemos voltar a esse tópico se tiverem mais dúvidas!


sábado, 8 de junho de 2013

Apetite e dentição: um truque que deu certo


Quando meu primeiro filho nasceu, o Benjamin, percebi que ele não ganhou peso no mês do nascimento dos dentes, aos 7 meses. Ele simplesmente fechava a boca para a papinha. Cheguei a achar que eu fazia uma péssima papinha. Hoje, a Lavinia estando com 8 meses, volto novamente à fase da dentição e ao dilema da dor e consequente recusa para comer. Para driblar essa situação, tive uma ideia baseada num artigo que sugeria colocar os mordedores da criança no freezer antes de oferecê-los, assim aliviaria as dores da gengiva. Enfim, me ocorreu que se os brinquedos gelados aliviavam a dor, a papinha gelada poderia ser uma alternativa viável. Desde então os problemas com alimentação nesta fase de dentição reduziram drasticamente. Ela só se recusa a comer se estiver muito cansada, como toda criança, ou se tiver mamado poucas horas antes da refeição principal (o chamado lanchinho fora de hora atrapalha toda a refeição, por isso fique atenta para ver se o problema é mesmo a dentição ou se não são aqueles "lanchinhos" oferecidos fora de hora).
No caso da Lavinia noto que ela precisa de 3h a 4h de jejum entre uma refeição e outra. Se eu oferecer algo a ela a cada duas horas por exemplo, ela vai ficar só beliscando o dia todo e não vai comer nada em quantidades significativas. Portanto, separar bem os horários de refeições e preencher este tempo vago de 3h a 4h com atividades ajuda a aumentar o apetite.
Então, fica a dica, em época de dentição a papinha na geladeira pode ser a solução.

A Saga da Maternidade

Ilustração de Pamela Kerry

Ser mãe envolve uma dinâmica emocional e racional muito complexa. Quando descobre que está grávida você pensa, uau, será que eu vou dar conta de criar bem criado? (assim como minha mãe o fez?)
Bem, meses depois, aprendendo todo dia uma coisa nova (junto com eles, e devo dizer, mesmo lendo muito, muita coisa vem instintivamente) achamos até que já podemos ensinar. Isso porque de certa forma os bebês, apesar de suas diferenças de personalidade parecem - olhando de longe -, todos iguais no comportamento padrão de ação e reação. Então - dois filhos depois - e sem a pretensão de achar que sei de tudo, mas tendo consciência de que algumas coisas estão mais claras do que antes, resolvi abrir um espaço aqui no Expressivas para expressar as descobertas da maternidade. Para as que estão "esperando", acompanhe o Saga das Grávidas. E para as que já embarcaram na aventura física e emocional da maternidade, siga também Saga da Maternidade.
Espero que as dicas sejam úteis e facilite sua vida no papel de mãe/pãe/ avós/palpiteiros honorários...

Abraço e seja feliz,
Priscilla Rios

domingo, 3 de março de 2013

Leite materno cura eczemas da pele


Meu filho mais velho começou a ter problemas com eczema na pele de um ano para cá. Então fomos até Ibirá, no interior de São Paulo, para tentar resolver o problema, já que Ibirá é conhecida por suas fontes de águas cicatrizantes. Enfim, deu muito certo! Passamos 10 dias lá e todos os machucados da pele sumiram com os banhos de imersão diários, de manhã e à tarde, com duração de 20 minutos cada no balneário da cidade. Entretanto, ao chegar em casa, dada a falta daquela água milagrosa, os eczemas voltaram.

Como estou amamentando minha filha mais nova, de 4 meses, intuitivamente, e eu diria até num profundo ato de desespero por não saber mais como tratar, passei um algodão encharcado em leite materno em toda a área machucada e deixei secar sozinho, só coloquei roupinha nele depois que secou. No dia seguinte, a melhora foi visível. Toda a vermelhidão do eczema havia sumido, o que restavam eram as feridas. Confiante no resultado positivo, passei leite materno nos eczemas da pele do meu filho por três dias, e três vezes ao dia. Sumiu tudo! Tudinho.

Claro que os eczemas voltam por qualquer motivo, variando de pessoa para pessoa, pode ser um alimento, um fator emocional, calor, frio..., mas o leite materno resolve em três dias e essa cura natural me conforta. Por isso dedico este post a todos que estão passando pelo mesmo problema e como eu não já tentou uma infinidade de medicamentos, já importou creme dos EUA, já foi para Ibirá e continua sem saber o que fazer. Bem, se tiver leite materno ou tiver uma amiga que amamente, peça um pouquinho para guardar na geladeira. Para não contaminar o leite, depois que encharcar o algodão e passar na pele não retorne ele para o leite, use outro algodão limpo, se precisar passar mais.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Minha Vida em cena


É "Simplesmente Complicado" quando "Alguém tem que ceder". Quando se tem uma família, o pacote completo, marido e filhos, isso faz parte do nosso dia a dia. "Um dia" você vê o filho nascer, no outro "Olha quem está falando", no outro começa a tramar as próprias artes, e elas vão ficando mais elaboradas, assim como o vocabulário dele. Então nasce a irmãzinha, a casa passa por uma nova revolução, vem as questões de como fazer o nascimento da irmã ser assimilado da forma mais tranquila possível pelo filho mais velho, passa-se do livro "O que esperar quando você está esperando" para "Os segredos de uma Encantadora de bebês". Assimilamos ideias, seguimos dicas, aplicamos, erramos, consertamos, aplicamos de novo... o fato é que tentamos deixar a casa o mais em harmonia possível. A verdade é que tentamos isso em nossas vidas constantemente e desejamos isso a cada virada de ano, mesmo que o pedido não contenha exatamente a palavra harmonia, no fundo no fundo o que queremos é esse equilíbrio das coisas, em nossas casas, em nossos relacionamentos pessoais e profissionais.

Nós refletimos sobre o que queremos ano após ano, em um mês desejamos fervorosamente, no outro quase imploramos para que aconteça, no outro já estamos pensando em fazer outra coisa da vida. E assim a vida segue. Às vezes segue muito rápido, é como num piscar de olhos, ontem eu tinha quinze, era solteira e nem sabia o que queria ainda da vida. Hoje tenho 30, casei, tive filhos, e ainda não sei bem o que quero da vida.
Será a estabilidade de um concurso, a aventura de tocar o próprio negócio, ou quem sabe freelance, ou quem sabe articulista... ou quem sabe....
Um dia acordamos com ares de Coppola, nos sentindo "O Poderoso Chefão", no outro somos "Ladrões de Bicicletas" de Vittorio de Sicca. Sim, esta instabilidade nos torna imprevisíveis e torna a vida para nós também imprevisível, é um "Touro Indomável" de Martin Scorsese, mas pode ser "La Dolce Vita", de Frederico Fellini.

Seja como for, enquanto os filhos estiverem saudáveis correndo pela casa, e enquanto houver alguém que você ame para segurar sua mão na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, fica mais fácil leva a vida, e é também muito mais prazeroso colher seus frutos do que se estivesse sozinha, que venham "Tomates verdes e fritos" ou "Morangos Silvestres", a regra é fazer um banquete com o que a vida te der, delicie-se, saboreie as coisas simples do dia a dia enquanto as grandes conquistas não vem, e claro, prepare-se para estas grandes conquistas, afinal de que adianta ir "Em busca do Ouro", se "A Felicidade não se compra".

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A trilhar novos caminhos

Por Priscilla Rios
Por um mês fui cidadã de Braga, Portugal. Deixei minhas lentes de aumento em casa para não ver além da sua cotidiana espetacularidade, porém fiz questão de trazer meus olhos de turista. São olhos nem um pouco viciados na paisagem, com o dom natural de enxergar no comum o incomum e, na simplicidade tão costumeira "por cá", as delícias do dia a dia.
Na primeira impressão, construi pontes com o português do Velho Mundo. Em meu novo vocabulário 'banheiro' agora é 'casa de banho', 'pregador de roupa' são 'molas', 'geladeira' é 'frigorífico', 'açougue' é 'talho', 'conta' é 'fatura', 'calouro' é 'caloiro', 'aluguel' 'aluguer', como também 'aluga-se' é 'arrenda-se'. As semelhanças me dão confiança para explorar as 'n' possibilidades e ao mesmo tempo me ensinam na vivência como ainda há um mundo inteiro por descobrir.
Nessas andanças a que me proponho tenho carregado comigo minha maior riqueza, o mascote da família que cruzou o continente pela primeira vez aos 6 meses de vida. E com a mesma surpresa com que ele olha as lindas flores que enfeitam nossa mesa de jantar, eu encaro as janelas, sacadas e as antigas portas das ruelas estreitas de Braga - a mais antiga cidade portuguesa. O velho para mim é novo. Tão novo quanto o mundo o é para meu filho. Estamos em uma jornada de autodescobrimento. É claro, nem sempre gostamos do que descobrimos, mas temos a oportunidade única de tirar uma lição desse momento, desse tempo só nosso em que nos permitimos ser o que quisermos. No último mês fui mãe por dentro e nômade por fora. Os caminhos que percorri registro no site www.proximasferias.com.br. Acompanhe por lá todas as dicas, inspirações e os luxos desse passeio despretensioso e cheio de luso-descobertas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hora da faxina: O que fazer da vida?!

Ando sem substantivos nem verbos para definir o que quero e isso beirando os trinta - confesso - dá um calafrio. Cheguei naquele momento em que trabalhar deve ser puramente sinônimo de satisfação, quero fazer só aquilo que importa para mim, não quero coisas insignificantes tomando meu tempo de vida. Esse tempo aprendi a valorizar depois que meu filho nasceu, pois arranjar tempo para ele se tornou minha prioridade, além do mais quando acompanhamos o crescimento de uma criança bem de pertinho percebemos como o tempo age na vida delas, de um dia para o outro elas aprendem uma nova habilidade. E não é uma pequena habilidade não! De um dia para o outro aprendem a falar e andar, não necessariamente nessa ordem.
Pois bem, ando a refletir em círculos o que quero para mim, que caminho seguir, para onde devo apontar a lanterna. Por ora está tudo escuro.. o desespero da decisão aumenta quando sinto que qualquer que seja o caminho deverá ser um plano a longo prazo, para que eu possa batalhar por ele enquanto a pilha está forte. Ao mesmo tempo deve ser algo que me provoque a dar o melhor de mim, não pode ser fácil demais ou morno demais a ponto de eu achar que não tem um porquê eu dar um gás por aquilo. O projeto tem que me merecer (risos). Provavelmente ando me amando mais hoje do que em qualquer outra época em que ralei até tarde e pulei o horário de almoço para dar tudo de mim e mais um pouco pelo projeto (sonho) alheio.
Não nego, essa situação de n possibilidades também assusta um pouquinho. Uma liberdade assustadoramente agradável afinal poder decidir o que quer fazer é um privilégio, reconheço. Pesquisar o que está na moda ou ao contrário disso, o que ainda não foi falado nesse mundo são caminhos óbvios para um start, mas a pesquisa maior deve ser feita de dentro para fora e não de fora para dentro.. e essa faxina interior requer tanto tempo e disposição quanto qualquer rumo que eu tome na vida. Esse vídeo caiu como uma luva (isso mesmo, clique aqui...).

domingo, 1 de maio de 2011

Três 'UFAS' até chegar em Braga


Por Priscilla Rios
O início da aventura foi em São Paulo, fomos para a sala de embarque às 19h40 certos de que ao meio dia do dia seguinte já estaríamos em nosso destino final Braga, Portugal. Uma hora de atraso depois ainda estávamos lá, na torcida. Voamos atrasados mas voamos. Nossas esperanças começaram a ir para o ralo em Madrid, que aliás ia ser a única escala do voo internacional. Acontece que o voo em São Paulo demorou uma hora além do esperado para decolar, então perdemos a conexão em Madrid. De Madrid o voo ia ser direto ao Porto, onde alugamos um carro para rodar 40 minutos até Braga. Não bastasse o atraso em SP e a perda da conexão em Madrid, quando pisamos em solo espanhol observamos que dali em diante nosso filhote havia sido esquecido de ser acrescentado na passagem, mas no valor final não foi esquecido – básico. Quem já passou pelo aeroporto de Madrid sabe a beleza e o gigantismo do aeroporto. Bem, cada um nos mandou para um guichê diferente da Iberia – pois é Iberia, nem vou comentar sobre a companhia aérea, tinha esquecida do quão velho são os aviões…. tsc tsc tsc..
Para quem está arrumando as malas vale pagar um pouco a mais e garantir que não vai ouvir estalos na asa nem o trem de pouso rangendo igual porta emperrada na hora de abrir.Bem, passado meia hora numa fila e espera em várias outras para enfim nos mandarem por uma hora e meia na fila certa, finalmente acrescentaram nosso filho na passagem, eu já tinha até trocado fralda dele na fila mesmo rsrrsrsrsrs, a etiqueta já tinha ido pro brejo. Éramos seres com olheiras, descabelados e transtornados de cansaço.Podia pedir voucher do almoço por conta do atraso, mas lá estávamos nós atrasados outra vez. Ao entregar as passagens a moça avisou que o voo era já – convenhamos melhor ERA JÁ do que JÁ ERA! Saímos correndo de mala e cuia na mão rumo à sala de embarque. Amamento o filhote daqui, encosta ali para dar papinha, e muitas trocas de fralda depois… embarcamos. E quem disse que o marido conseguia falar com o pessoal da locadora de carros sobre os atrasos e perda de conexão. Será que ia ter carro em Porto nos esperando ou teríamos que pegar um busão com uma criança de colo sabe se lá a hora da madrugada??Enquanto a pergunta fazia flexões na minha cabeça cansada, descobri que ainda faríamos escala em Lisboa antes de rumar para o Porto. Reclamar à essa altura seria pedir demais, já estava contente por pelo menos estar em movimento nesse engarrafamento.Ufa, chegamos a Lisboa e enfim a boa notícia chegou em bom português, direto e sem gerúndio: ‘o avião está a partir no horário’. Música de ninar para meus ouvidos.De Lisboa a Porto o cansaço tomou conta, mas não podia dormir senão afrouxava os braços – e o bebê estava no colo. Então era um tal de aguenta mais um pouquinho martelando na cabeça.Chegamos. Assim mesmo, sem exclamação por conta do cansaço. E aqui merece um UFA novamente. Ufa.Pensamos olhando fixamente para a esteira do nosso ‘Porto seguro’ - se em cada aeroporto foram nos encaixando em uma conexão diferente do previsto no script e se as nossas malas nos seguiram por essa jornada nas estrelas vai ser bom demais para ser verdade. E acredite, das quatro, três chegaram. Até o cara do Peridos e Achados admirou e soltou “essa é para vocês ficarem contentes depois de tanta mudança de voo”. Concordamos sem pestanejar.Já procurando um ônibus por volta das 23h para ir a Braga a sorte grande nos sorri. O senhor da locadora que estava para nos pegar ao meio dia, estava lá às onze da noite segurando a plaquinha de identificação, leu o email do marido. UFA de novo. Aí foi só alegria. Nos próximos capítulos os detalhes desta aventura pelo interior de Portugal será detalhado no site Próximas Férias. Ora pois, vale a pena dar uma espiadinha.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Espaços Vazios

“Temos uma compulsão natural de preencher espaços vazios”, disse o editor de palavras cruzadas do New York Times, Will Shortz.

Com o quê você anda preenchendo o espaço vazio. Se for ficar de saco cheio, que seja cheio de satisfação e não de arrependimentos.

Procure colocar no saco coisas realmente importantes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um olhar Impressivo sobre a Expressão





Definitivamente essas imagens são expressivas impressões, por isso resolvi separar um cantinho especial no blog para posta-las com carinho.
E tem muito mais de onde saíram estes tesouros!! www.earthshots.org
Clica lá!!!



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Para quem ainda não viu nada positivo em 2011 aí vai a dica...

De verdade, vale muito a pena ver esse vídeo. Adorei.
Depois disso dá até vergonha de reclamar rsrsrsrsrs...



Sim, é fato, rir desse vídeo é rir de mim mesma.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A Casa em Ordem

Nesse ano novo fiz questão de não deixar nada pendente. Os inimigos estão perdoados, os amigos são mais amados do que nunca, liguei pra família e mandei mensagem de paz e amor pra todo mundo, coloquei o filho pra dormir, dei uma folga pro marido, fiz a ceia da virada e deixei a louça em dia, ah e antes de me deitar vim botar ordem na casa e postar no blog...
Feliz 2011 e muita paz no coração!!!!
Economizei nas linhas, mas não economizei na sinceridade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bastardos Inglórios

Por Priscilla Rios

Fora os conhecidos, tem os bastardos que a gente nem imagina. Conversando com uma amiga refleti o seguinte... (deixe o mel ao lado para adoçar a boca no final, porque ou você vai ficar com a língua amarga ou com a pulga atrás da orelha.. e se ficar, espero que pulga goste de mel)...

Até que ponto as pessoas são o que achamos que são? Diariamente rotulamos pessoas em boas e ruins a partir da leitura de suas características. A resposta é uma via de mão dupla, afinal assim como a pessoa pode nos manipular mostrando apenas as características que lhe convir, também somos nós auto-manipuláveis ao enxergar apenas o que queremos em uma pessoa, ainda que ela tenha atitudes suspeitas ou contraditórias.

Prontas para dar o bote, esses seres abomináveis das neves distribuem sorrisos meigos, fala mansa, apertos de mão forte e rugas de seriedade. Longe dos holofotes da verdade eles armam arapucas, intrigas, colocam amigos contra amigos, pais contra filhos e filhos contra pais. Nada sobra. Os bastardos inglórios estão a solta destruindo lares, confianças, empresas, amizades e famílias. Sujeitos bem apessoados que dizem o que você quer ouvir, e se acharem que vale a pena chegam a construir uma história de vida contigo - ainda que leve décadas -, se no final puder sacar o grande prêmio. Ganhar de você na loteria.

Seduzido, você pode até casar de papel passado com a ideia da pessoa. Anos depois quando ela se rebelar perde as calças, o dinheiro, a confiança, a auto-estima, os negócios talvez, e a noção de em quem confiar. Ficamos com as sobras de nós mesmos. Em trapos e em frangalhos.

Depois de calejados com as tramoias desses bastardos, fica o calo em forma de prejuízo físico e emocional e a lição curta e grossa. Até o ponto final dessa história você deve estar mais amarga e mais contida, mas está mais forte. Toda a merda serviu para adubar a terra, e ainda será possível colher flores na vida.(E vejo flores em você...)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meu pinguinho de gente


Por Priscilla Rios

Nasceu. Tudo mudou. Os horários, as cores, as roupas, a alimentação, o tempo. O ar cheira a flor de laranjeira. O medo transpira bravura. O corte do cordão umbilical é só o primeiro laço que sentimos apertar no peito. E esse laço vai ficando mais justo no primeiro chororô, no primeiro sorriso, no primeiro bico, no primeiro segurar de dedos.

Seus olhos arregalados me dizem tudo o que sempre quis ouvir e seu bocejar traz uma paz que vai de uma porta a outra da casa. Se há chuva na janela, é poesia. Se há sol, é música. Há um novo sentido no revoar da cortina dançando com o vento e no orvalho que repousa na grama.

Sigo andando pela casa e meus passos já não pertencem a meus pés, caminho com o coração.

Cheiro a leite o dia todo e me orgulho de ser o seu perfume preferido.

Agora se respiro fundo é só pra você ouvir minha respiração e dormir melhor. O seu sono é a minha paz e o seu despertar é a minha força.

sábado, 25 de setembro de 2010

Perguntas franzinas e respostas caducas


Por Priscilla Rios

A certeza das coisas nos faz sentir seguros, confiantes, mas saber para onde o vento sopra requer vivência e vivência não tem nada a ver com estabilidade. Olhando de dentro para fora, às vezes existe a ilusão de que todo mundo tem as respostas a indagações básicas (porém nada simples), menos você.

São indagações profundas como: 'o que eu quero da vida', 'qual a minha missão nesse planeta', 'o que me faz genuinamente feliz?' Incomodados com a ausência de respostas no presente, começamos a pirar no futuro mais que perfeito com questões como 'o que será de mim daqui 5, 10 ou 20 anos?'

Essas perguntas no início incomodam, vez ou outra tiram o sono, um dia viram lágrimas e no outro são queixas. Elas até parecem insignificantes quando ditas em voz alta, o que te faz sentir ainda menor e mais sem propósito.

O que fazer?? Sentar em cima das perguntas e fingir que elas não existem ou levar elas para a cama comigo e compartilha-las com minha insônia. O maior curioso é que por trás dessa máscara de inimigas do bem estar e do atalho para a satisfação e plenitude, essas indagações são nossas amigas. Elas nos levam a refletir sobre nós mesmos, desbancando-nos do alto do nosso conformismo. São elas que nos empurram para frente, que nos forçam a tomar uma atitude, a fazer escolhas e decidir nossos caminhos pessoais e profissionais. Nossas aliadas no progresso e na evolução mental, física e espiritual.

É claro que o comodismo é pesado o bastante para tentar se impor e ele faz “picuinha” na nossa cabeça nos colocando contra nossas indagações. As vemos como vilãs que não nos deixam ter um minuto de descanso e que nos colocam o tempo todo numa sinuca de bico. O esperto do comodismo também nos faz sentir incompetentes em colher as respostas do 'pé da sabedoria' (uma árvore frondosa cujo fruto não é para o nosso bico).

Para nosso alento, seguimos nossos caminhos incertos, certos de que a lenda de quanto mais velhos e encurvados ficamos por fora, mais altos e fortes ficamos por dentro.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Saga das Grávidas - parte 7 – Aos 28 e 9 meses

Por Priscilla Rios

Chegar aos 28 com a benção de exibir por aí uma barriga de 9 meses é sem dúvida a realização de um sonho para mim. Claro que o milagre da vida segue acompanhado de uma responsabilidade 10 kg mais pesada: tomar decisões de gente grande a partir de agora, afinal definitivamente não sou mais a criança da casa. Se é bom ser adulto?? Ainda estou experimentando. Mas apesar da consequência dos meus erros daqui para frente não refletir somente em minha vida, sinto que o sucesso também será muito mais recompensador.

Como mãe de primeira viagem, ainda estou elaborando a minha receita de bolo perfeita... as linhas sinuosas do imprevisto, o esforço dobrado, os sacrifícios feitos sem cobrar nada em troca e as gratas surpresas da maternidade serão certamente o recheio dos próximos 30 bolos em que eu acender velinhas na minha vida. Lógico, quem as apaga não sou mais eu.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

“É preciso saber viver........ toda pedra no caminho você pode retirar...”


Imagem: Josias de Souza

Por Priscilla Rios

Ouvi uma vez: “uma pessoa só tira sua paz se você permitir isso”. Quando éramos crianças ou adolescentes não tínhamos vergonha de dizer NÃO. Pelo contrário, dizíamos não para tudo, sem titubear. Depois de virar gente grande (adultos rsrsrsrs) nos apoiamos em desculpas como “aceitei por educação” e dizemos SIM para coisas que queremos dizer não. Talvez por sabermos que dizer não significa desapontar algumas pessoas, ou quem sabe porque dizer não pode nos rotular como incompetentes. Acabamos pegando desde um trabalho em que não vamos lucrar seja em conhecimento seja em dinheiro, ou mesmo permitindo abusos e ofensas de gente mal educada. Dê uma basta nisso. Essa tolerância permissiva diminui e te distancia do seu potencial. Acaba sendo um atalho para nos transformarmos em um puxa saco de primeira. Ainda temos a capacidade de posar de vítima da situação, porque você não podia dizer não para 'seja lá quem pediu'. É preciso ter em mente que se está recusando o pedido e não a pessoa. Ponha as coisas na balança, veja o que realmente vale a pena e aprenda a viver para você. Se colocar em primeiro lugar não é egoísmo é obrigação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Saga das Grávidas – parte 6 – A comunidade do bolinha

Reprodução: www.cartoonstock.com

Por Priscilla Rios

Eu sabia que ela existia, mas não tinha consciência até entrar ingressar nela. As mulheres grávidas parecem pertencer a uma comunidade - quase sagrada e algumas até santificadas pelos maridos – com direitos, deveres e tratamentos completamente diferentes do restante do mundo. Nesse final do terceiro trimestre posso dizer enquanto a barriga me permite: que falta vão me fazer os caixas especiais do supermercado, furar a fila do banco sem peso na consciência, ganhar lugar no ônibus lotado, andar no lugar mais espaçoso do carro, poder repetir quanto quiser as bobeiras que eles dão no avião sem receber caras feias, e todo mundo no trabalho oferecer tudo o que está comendo (medo de terçol rsrsrsrs), ganhar um sorriso e o clássico carinho na barriga onde quer que eu vá, fazer drenagem linfática de graça pela Unimed e ganhar presentes por 9 meses. É, os benefícios da função já se provaram melhores que a remuneração.

Parece que a conversa só é de igual para igual entre grávidas, talvez por isso a gente sempre torce para engravidar ao mesmo tempo que uma grande amiga. Nada como compartilhar as interrogações, exclamações, namorar as mesmas vitrines e ter 9 meses para repassar assuntos profundos e supérfluos sobre o mesmo tema. É a tal da formação da vida, cujas mães de segunda viagem são doutoras.

E quem é mãe de um é mãe de todos.. está sempre reparando em como os outros educam ou deseducam os filhos. Uma simples espera no pediatra é um remoer de julgamento ou uma troca de elogios.. “como está lindo, como está grande, como é educadinho...”. Mas se está grávida, a primeira lei da comunidade é: não reparar no terrível comportamento do filho alheio senão seu filho pode nascer igual. Aí é um tal de bater na madeira e Deus me livre pra lá, Deus me livre pra cá. Na terra de faz de conta da comunidade do bolinha todos querem parir príncipes. Sapos cururu só na lagoa.