quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A menina que calou o mundo na ECO 92
O que mudou de lá pra cá? O que você fez foi suficiente?
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Papo cabeça
Ilustração: Fred Blunt
Priscilla Rios
Uma amiga fono soube por um neuro que nós perdemos 50 mil neurônios por dia. ¿Perdemos acredita? Viram pó! E o pior, não nascem outros depois... a gente não renova o estoque.
Fiquei me sentindo literalmente 50 mil vezes mais burra ou quem sabe, o certo seria 50 mil vezes mais lenta. Como ela mesma disse, o negócio é que com os anos fica mais difícil juntar o “lé” com o “cré”. Um neurônio grita e o outro está tão longe que não escuta e isso acontece no exato momento em que alguém resolve te cumprimentar na rua e você não lembra de onde a conhece e menos ainda, o nome da pessoa. Fica lá meia hora conversando e fingindo entender tudo o que ela está te falando, enquanto tenta desesperadamente lembrar!! Outro momento oportuno é quando você resolve contar sua melhor piada e esquece o final, todo mundo fica te olhando com cara de tacho e você fica lá - como é que era mesmo????.....???? - e consegue estragar a única boa que ficou arquivada.
No final sobram lembranças vagas e isoladas do tempo, e, se não me falhe a memória, na última gaveta à esquerda, um punhado de sapequices em preto e branco, obras primas da infância. Aquelas que a gente recorda com suspiros, e toda vez que conta aumenta um pouquinho pra ficar mais poético.O que conforta é que com o tic tac do relógio a cabeça fica oca, mas o coração termina cheinho. Só não vale perder a cabeça por qualquer motivo senão não tem coração que aguente.
Fiquei me sentindo literalmente 50 mil vezes mais burra ou quem sabe, o certo seria 50 mil vezes mais lenta. Como ela mesma disse, o negócio é que com os anos fica mais difícil juntar o “lé” com o “cré”. Um neurônio grita e o outro está tão longe que não escuta e isso acontece no exato momento em que alguém resolve te cumprimentar na rua e você não lembra de onde a conhece e menos ainda, o nome da pessoa. Fica lá meia hora conversando e fingindo entender tudo o que ela está te falando, enquanto tenta desesperadamente lembrar!! Outro momento oportuno é quando você resolve contar sua melhor piada e esquece o final, todo mundo fica te olhando com cara de tacho e você fica lá - como é que era mesmo????.....???? - e consegue estragar a única boa que ficou arquivada.
No final sobram lembranças vagas e isoladas do tempo, e, se não me falhe a memória, na última gaveta à esquerda, um punhado de sapequices em preto e branco, obras primas da infância. Aquelas que a gente recorda com suspiros, e toda vez que conta aumenta um pouquinho pra ficar mais poético.O que conforta é que com o tic tac do relógio a cabeça fica oca, mas o coração termina cheinho. Só não vale perder a cabeça por qualquer motivo senão não tem coração que aguente.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Tudo na cabeça e nada pra vestir

Por Priscilla Rios
Escancara o guardaroupa sem hífen e com as roupas batidas de sempre e não acha nada. Corre de um lado pro outro tentando conectar calças, blusas, meias e penteados. Pensa em quem vai estar lá. Quem não vai. Se está chique demais ou de menos. Para de frente, de lado e de costas pro espelho. Daí nota aquela gordurinha localizada. Murcha a barriga na hora. Lembra da academia que prometeu começar 1 século e meio atrás. Totalmente contrariada com a barriga, troca de roupa... pela terceira vez. Daí também tem que trocar o sapato. Tudo era tão mais fácil quando a mãe nos vestia com conjuntinhos. Tem que pensar nos acessórios. Nada combina. A dúvida que não quer calar: troca de roupa pra usar um acessório que combina ou vai pelada usando apenas aquela pulseira baiana que comprou há décadas e nunca achou nem roupa nem oportunidade decente? Prende o cabelo, passa batom + blush. Tudo ao som de sonoras reclamações do tipo: estamos atrasados + olha a hora + to te esperando no carro. No caminho de pegar a bolsa dá mais uma olhadinha no espelho. Esqueceu o brinco, o cabelo preso ficou estranho e a bolsa não combina. Procura outra bolsa (rápido!). Tira tudo de dentro de uma e põe na outra o mais rápido que pode. Agora a sinfonia tem melodia: a buzina do carro. Fecha a bolsa correndo, se livra da presilha no caminho, deixa cair a tarraxinha do brinco na pressa (leia-se: lei de Murphy). Agacha-se pra pegar a tarraxinha e lá vem mais buzina. Pensa: “@pUtZ#... agora vai assim mesmo”. Entra no carro sem olhar pra trás. Sem brinco, sem tarraxa, sem chave, sem celular... com uma mão na frente e outra atrás, só com a roupa do corpo.
sábado, 11 de julho de 2009
O homem genérico
Por Priscilla Rios
Uma amiga chorou quatro horas porque o homem genérico está em falta nas prateleiras (quem tem não empresta, não vende e não usa que é pra não gastar). Eles devem ter entrado em promoção e praticamente esgotado. Quando encontra um com todas as qualidades (que preenchem seus sonhos de consumo) detalhadas na bula, você nem acredita e espalha por aí o seu achado. Se tivesse dois levava dois por precaução.
Parece negócio da China, mas esse homem dos sonhos custa caro.
Isso porque o ser humano é complicado. Afinal ser “humano” ainda é recente. Viajando um pouco mais na História, inclusive o termo “pessoa” não significava em princípio ser humano. “Persona significava a máscara usada pelos atores para tornar a voz vibrante e sonora. Depois a palavra passou a indicar o ator mascarado ou o personagem por ele representado. (...) Só mais tarde o vocábulo foi empregado para designar o homem em sentido genérico.”. (Alberto do Amaral Jr)
Parece negócio da China, mas esse homem dos sonhos custa caro.
Isso porque o ser humano é complicado. Afinal ser “humano” ainda é recente. Viajando um pouco mais na História, inclusive o termo “pessoa” não significava em princípio ser humano. “Persona significava a máscara usada pelos atores para tornar a voz vibrante e sonora. Depois a palavra passou a indicar o ator mascarado ou o personagem por ele representado. (...) Só mais tarde o vocábulo foi empregado para designar o homem em sentido genérico.”. (Alberto do Amaral Jr)
Se caiu a máscara eu não sei, mas está difícil achar o genérico nas rodinhas sociais. Ou eles aprenderam a atuar agora ou representavam muito melhor no passado... ai se a gente pudesse voltar no tempo... só ia ter hipocondríaco nesse mundo.
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