sábado, 1 de janeiro de 2011
A Casa em Ordem
Feliz 2011 e muita paz no coração!!!!
Economizei nas linhas, mas não economizei na sinceridade.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Bastardos Inglórios

Por Priscilla Rios
Fora os conhecidos, tem os bastardos que a gente nem imagina. Conversando com uma amiga refleti o seguinte... (deixe o mel ao lado para adoçar a boca no final, porque ou você vai ficar com a língua amarga ou com a pulga atrás da orelha.. e se ficar, espero que pulga goste de mel)...
Até que ponto as pessoas são o que achamos que são? Diariamente rotulamos pessoas em boas e ruins a partir da leitura de suas características. A resposta é uma via de mão dupla, afinal assim como a pessoa pode nos manipular mostrando apenas as características que lhe convir, também somos nós auto-manipuláveis ao enxergar apenas o que queremos em uma pessoa, ainda que ela tenha atitudes suspeitas ou contraditórias.
Prontas para dar o bote, esses seres abomináveis das neves distribuem sorrisos meigos, fala mansa, apertos de mão forte e rugas de seriedade. Longe dos holofotes da verdade eles armam arapucas, intrigas, colocam amigos contra amigos, pais contra filhos e filhos contra pais. Nada sobra. Os bastardos inglórios estão a solta destruindo lares, confianças, empresas, amizades e famílias. Sujeitos bem apessoados que dizem o que você quer ouvir, e se acharem que vale a pena chegam a construir uma história de vida contigo - ainda que leve décadas -, se no final puder sacar o grande prêmio. Ganhar de você na loteria.
Seduzido, você pode até casar de papel passado com a ideia da pessoa. Anos depois quando ela se rebelar perde as calças, o dinheiro, a confiança, a auto-estima, os negócios talvez, e a noção de em quem confiar. Ficamos com as sobras de nós mesmos. Em trapos e em frangalhos.
Depois de calejados com as tramoias desses bastardos, fica o calo em forma de prejuízo físico e emocional e a lição curta e grossa. Até o ponto final dessa história você deve estar mais amarga e mais contida, mas está mais forte. Toda a merda serviu para adubar a terra, e ainda será possível colher flores na vida.(E vejo flores em você...)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Meu pinguinho de gente

Por Priscilla Rios
Nasceu. Tudo mudou. Os horários, as cores, as roupas, a alimentação, o tempo. O ar cheira a flor de laranjeira. O medo transpira bravura. O corte do cordão umbilical é só o primeiro laço que sentimos apertar no peito. E esse laço vai ficando mais justo no primeiro chororô, no primeiro sorriso, no primeiro bico, no primeiro segurar de dedos.
Seus olhos arregalados me dizem tudo o que sempre quis ouvir e seu bocejar traz uma paz que vai de uma porta a outra da casa. Se há chuva na janela, é poesia. Se há sol, é música. Há um novo sentido no revoar da cortina dançando com o vento e no orvalho que repousa na grama.
Sigo andando pela casa e meus passos já não pertencem a meus pés, caminho com o coração.
Cheiro a leite o dia todo e me orgulho de ser o seu perfume preferido.
Agora se respiro fundo é só pra você ouvir minha respiração e dormir melhor. O seu sono é a minha paz e o seu despertar é a minha força.
sábado, 25 de setembro de 2010
Perguntas franzinas e respostas caducas

Por Priscilla Rios
A certeza das coisas nos faz sentir seguros, confiantes, mas saber para onde o vento sopra requer vivência e vivência não tem nada a ver com estabilidade. Olhando de dentro para fora, às vezes existe a ilusão de que todo mundo tem as respostas a indagações básicas (porém nada simples), menos você.
São indagações profundas como: 'o que eu quero da vida', 'qual a minha missão nesse planeta', 'o que me faz genuinamente feliz?' Incomodados com a ausência de respostas no presente, começamos a pirar no futuro mais que perfeito com questões como 'o que será de mim daqui 5, 10 ou 20 anos?'
Essas perguntas no início incomodam, vez ou outra tiram o sono, um dia viram lágrimas e no outro são queixas. Elas até parecem insignificantes quando ditas em voz alta, o que te faz sentir ainda menor e mais sem propósito.
O que fazer?? Sentar em cima das perguntas e fingir que elas não existem ou levar elas para a cama comigo e compartilha-las com minha insônia. O maior curioso é que por trás dessa máscara de inimigas do bem estar e do atalho para a satisfação e plenitude, essas indagações são nossas amigas. Elas nos levam a refletir sobre nós mesmos, desbancando-nos do alto do nosso conformismo. São elas que nos empurram para frente, que nos forçam a tomar uma atitude, a fazer escolhas e decidir nossos caminhos pessoais e profissionais. Nossas aliadas no progresso e na evolução mental, física e espiritual.
É claro que o comodismo é pesado o bastante para tentar se impor e ele faz “picuinha” na nossa cabeça nos colocando contra nossas indagações. As vemos como vilãs que não nos deixam ter um minuto de descanso e que nos colocam o tempo todo numa sinuca de bico. O esperto do comodismo também nos faz sentir incompetentes em colher as respostas do 'pé da sabedoria' (uma árvore frondosa cujo fruto não é para o nosso bico).
Para nosso alento, seguimos nossos caminhos incertos, certos de que a lenda de quanto mais velhos e encurvados ficamos por fora, mais altos e fortes ficamos por dentro.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Saga das Grávidas - parte 7 – Aos 28 e 9 meses

Por Priscilla Rios
Chegar aos 28 com a benção de exibir por aí uma barriga de 9 meses é sem dúvida a realização de um sonho para mim. Claro que o milagre da vida segue acompanhado de uma responsabilidade 10 kg mais pesada: tomar decisões de gente grande a partir de agora, afinal definitivamente não sou mais a criança da casa. Se é bom ser adulto?? Ainda estou experimentando. Mas apesar da consequência dos meus erros daqui para frente não refletir somente em minha vida, sinto que o sucesso também será muito mais recompensador.
Como mãe de primeira viagem, ainda estou elaborando a minha receita de bolo perfeita... as linhas sinuosas do imprevisto, o esforço dobrado, os sacrifícios feitos sem cobrar nada em troca e as gratas surpresas da maternidade serão certamente o recheio dos próximos 30 bolos em que eu acender velinhas na minha vida. Lógico, quem as apaga não sou mais eu.