domingo, 24 de fevereiro de 2013

Minha Vida em cena


É "Simplesmente Complicado" quando "Alguém tem que ceder". Quando se tem uma família, o pacote completo, marido e filhos, isso faz parte do nosso dia a dia. "Um dia" você vê o filho nascer, no outro "Olha quem está falando", no outro começa a tramar as próprias artes, e elas vão ficando mais elaboradas, assim como o vocabulário dele. Então nasce a irmãzinha, a casa passa por uma nova revolução, vem as questões de como fazer o nascimento da irmã ser assimilado da forma mais tranquila possível pelo filho mais velho, passa-se do livro "O que esperar quando você está esperando" para "Os segredos de uma Encantadora de bebês". Assimilamos ideias, seguimos dicas, aplicamos, erramos, consertamos, aplicamos de novo... o fato é que tentamos deixar a casa o mais em harmonia possível. A verdade é que tentamos isso em nossas vidas constantemente e desejamos isso a cada virada de ano, mesmo que o pedido não contenha exatamente a palavra harmonia, no fundo no fundo o que queremos é esse equilíbrio das coisas, em nossas casas, em nossos relacionamentos pessoais e profissionais.

Nós refletimos sobre o que queremos ano após ano, em um mês desejamos fervorosamente, no outro quase imploramos para que aconteça, no outro já estamos pensando em fazer outra coisa da vida. E assim a vida segue. Às vezes segue muito rápido, é como num piscar de olhos, ontem eu tinha quinze, era solteira e nem sabia o que queria ainda da vida. Hoje tenho 30, casei, tive filhos, e ainda não sei bem o que quero da vida.
Será a estabilidade de um concurso, a aventura de tocar o próprio negócio, ou quem sabe freelance, ou quem sabe articulista... ou quem sabe....
Um dia acordamos com ares de Coppola, nos sentindo "O Poderoso Chefão", no outro somos "Ladrões de Bicicletas" de Vittorio de Sicca. Sim, esta instabilidade nos torna imprevisíveis e torna a vida para nós também imprevisível, é um "Touro Indomável" de Martin Scorsese, mas pode ser "La Dolce Vita", de Frederico Fellini.

Seja como for, enquanto os filhos estiverem saudáveis correndo pela casa, e enquanto houver alguém que você ame para segurar sua mão na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, fica mais fácil leva a vida, e é também muito mais prazeroso colher seus frutos do que se estivesse sozinha, que venham "Tomates verdes e fritos" ou "Morangos Silvestres", a regra é fazer um banquete com o que a vida te der, delicie-se, saboreie as coisas simples do dia a dia enquanto as grandes conquistas não vem, e claro, prepare-se para estas grandes conquistas, afinal de que adianta ir "Em busca do Ouro", se "A Felicidade não se compra".

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A trilhar novos caminhos

Por Priscilla Rios
Por um mês fui cidadã de Braga, Portugal. Deixei minhas lentes de aumento em casa para não ver além da sua cotidiana espetacularidade, porém fiz questão de trazer meus olhos de turista. São olhos nem um pouco viciados na paisagem, com o dom natural de enxergar no comum o incomum e, na simplicidade tão costumeira "por cá", as delícias do dia a dia.
Na primeira impressão, construi pontes com o português do Velho Mundo. Em meu novo vocabulário 'banheiro' agora é 'casa de banho', 'pregador de roupa' são 'molas', 'geladeira' é 'frigorífico', 'açougue' é 'talho', 'conta' é 'fatura', 'calouro' é 'caloiro', 'aluguel' 'aluguer', como também 'aluga-se' é 'arrenda-se'. As semelhanças me dão confiança para explorar as 'n' possibilidades e ao mesmo tempo me ensinam na vivência como ainda há um mundo inteiro por descobrir.
Nessas andanças a que me proponho tenho carregado comigo minha maior riqueza, o mascote da família que cruzou o continente pela primeira vez aos 6 meses de vida. E com a mesma surpresa com que ele olha as lindas flores que enfeitam nossa mesa de jantar, eu encaro as janelas, sacadas e as antigas portas das ruelas estreitas de Braga - a mais antiga cidade portuguesa. O velho para mim é novo. Tão novo quanto o mundo o é para meu filho. Estamos em uma jornada de autodescobrimento. É claro, nem sempre gostamos do que descobrimos, mas temos a oportunidade única de tirar uma lição desse momento, desse tempo só nosso em que nos permitimos ser o que quisermos. No último mês fui mãe por dentro e nômade por fora. Os caminhos que percorri registro no site www.proximasferias.com.br. Acompanhe por lá todas as dicas, inspirações e os luxos desse passeio despretensioso e cheio de luso-descobertas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hora da faxina: O que fazer da vida?!

Ando sem substantivos nem verbos para definir o que quero e isso beirando os trinta - confesso - dá um calafrio. Cheguei naquele momento em que trabalhar deve ser puramente sinônimo de satisfação, quero fazer só aquilo que importa para mim, não quero coisas insignificantes tomando meu tempo de vida. Esse tempo aprendi a valorizar depois que meu filho nasceu, pois arranjar tempo para ele se tornou minha prioridade, além do mais quando acompanhamos o crescimento de uma criança bem de pertinho percebemos como o tempo age na vida delas, de um dia para o outro elas aprendem uma nova habilidade. E não é uma pequena habilidade não! De um dia para o outro aprendem a falar e andar, não necessariamente nessa ordem.
Pois bem, ando a refletir em círculos o que quero para mim, que caminho seguir, para onde devo apontar a lanterna. Por ora está tudo escuro.. o desespero da decisão aumenta quando sinto que qualquer que seja o caminho deverá ser um plano a longo prazo, para que eu possa batalhar por ele enquanto a pilha está forte. Ao mesmo tempo deve ser algo que me provoque a dar o melhor de mim, não pode ser fácil demais ou morno demais a ponto de eu achar que não tem um porquê eu dar um gás por aquilo. O projeto tem que me merecer (risos). Provavelmente ando me amando mais hoje do que em qualquer outra época em que ralei até tarde e pulei o horário de almoço para dar tudo de mim e mais um pouco pelo projeto (sonho) alheio.
Não nego, essa situação de n possibilidades também assusta um pouquinho. Uma liberdade assustadoramente agradável afinal poder decidir o que quer fazer é um privilégio, reconheço. Pesquisar o que está na moda ou ao contrário disso, o que ainda não foi falado nesse mundo são caminhos óbvios para um start, mas a pesquisa maior deve ser feita de dentro para fora e não de fora para dentro.. e essa faxina interior requer tanto tempo e disposição quanto qualquer rumo que eu tome na vida. Esse vídeo caiu como uma luva (isso mesmo, clique aqui...).

domingo, 1 de maio de 2011

Três 'UFAS' até chegar em Braga


Por Priscilla Rios
O início da aventura foi em São Paulo, fomos para a sala de embarque às 19h40 certos de que ao meio dia do dia seguinte já estaríamos em nosso destino final Braga, Portugal. Uma hora de atraso depois ainda estávamos lá, na torcida. Voamos atrasados mas voamos. Nossas esperanças começaram a ir para o ralo em Madrid, que aliás ia ser a única escala do voo internacional. Acontece que o voo em São Paulo demorou uma hora além do esperado para decolar, então perdemos a conexão em Madrid. De Madrid o voo ia ser direto ao Porto, onde alugamos um carro para rodar 40 minutos até Braga. Não bastasse o atraso em SP e a perda da conexão em Madrid, quando pisamos em solo espanhol observamos que dali em diante nosso filhote havia sido esquecido de ser acrescentado na passagem, mas no valor final não foi esquecido – básico. Quem já passou pelo aeroporto de Madrid sabe a beleza e o gigantismo do aeroporto. Bem, cada um nos mandou para um guichê diferente da Iberia – pois é Iberia, nem vou comentar sobre a companhia aérea, tinha esquecida do quão velho são os aviões…. tsc tsc tsc..
Para quem está arrumando as malas vale pagar um pouco a mais e garantir que não vai ouvir estalos na asa nem o trem de pouso rangendo igual porta emperrada na hora de abrir.Bem, passado meia hora numa fila e espera em várias outras para enfim nos mandarem por uma hora e meia na fila certa, finalmente acrescentaram nosso filho na passagem, eu já tinha até trocado fralda dele na fila mesmo rsrrsrsrsrs, a etiqueta já tinha ido pro brejo. Éramos seres com olheiras, descabelados e transtornados de cansaço.Podia pedir voucher do almoço por conta do atraso, mas lá estávamos nós atrasados outra vez. Ao entregar as passagens a moça avisou que o voo era já – convenhamos melhor ERA JÁ do que JÁ ERA! Saímos correndo de mala e cuia na mão rumo à sala de embarque. Amamento o filhote daqui, encosta ali para dar papinha, e muitas trocas de fralda depois… embarcamos. E quem disse que o marido conseguia falar com o pessoal da locadora de carros sobre os atrasos e perda de conexão. Será que ia ter carro em Porto nos esperando ou teríamos que pegar um busão com uma criança de colo sabe se lá a hora da madrugada??Enquanto a pergunta fazia flexões na minha cabeça cansada, descobri que ainda faríamos escala em Lisboa antes de rumar para o Porto. Reclamar à essa altura seria pedir demais, já estava contente por pelo menos estar em movimento nesse engarrafamento.Ufa, chegamos a Lisboa e enfim a boa notícia chegou em bom português, direto e sem gerúndio: ‘o avião está a partir no horário’. Música de ninar para meus ouvidos.De Lisboa a Porto o cansaço tomou conta, mas não podia dormir senão afrouxava os braços – e o bebê estava no colo. Então era um tal de aguenta mais um pouquinho martelando na cabeça.Chegamos. Assim mesmo, sem exclamação por conta do cansaço. E aqui merece um UFA novamente. Ufa.Pensamos olhando fixamente para a esteira do nosso ‘Porto seguro’ - se em cada aeroporto foram nos encaixando em uma conexão diferente do previsto no script e se as nossas malas nos seguiram por essa jornada nas estrelas vai ser bom demais para ser verdade. E acredite, das quatro, três chegaram. Até o cara do Peridos e Achados admirou e soltou “essa é para vocês ficarem contentes depois de tanta mudança de voo”. Concordamos sem pestanejar.Já procurando um ônibus por volta das 23h para ir a Braga a sorte grande nos sorri. O senhor da locadora que estava para nos pegar ao meio dia, estava lá às onze da noite segurando a plaquinha de identificação, leu o email do marido. UFA de novo. Aí foi só alegria. Nos próximos capítulos os detalhes desta aventura pelo interior de Portugal será detalhado no site Próximas Férias. Ora pois, vale a pena dar uma espiadinha.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Espaços Vazios

“Temos uma compulsão natural de preencher espaços vazios”, disse o editor de palavras cruzadas do New York Times, Will Shortz.

Com o quê você anda preenchendo o espaço vazio. Se for ficar de saco cheio, que seja cheio de satisfação e não de arrependimentos.

Procure colocar no saco coisas realmente importantes.